A Semana da C
omunicação 2010, da Unisinos terminou com um memorável "diálogo" de Jorge Furtado com a plateia. O cineasta e intelectual com seu repertório de temas promoveram o que mais espera para esse tipo de encontro: provocações para pensar, refletir e construir conhecimento. Além das dicas de leituras, que preencheram duas páginas da minha moleskine, Furtado contou um case muito particular, do que pode ser o entendimento da parte e do todo: o Falso Picasso falso, veja no blog do Diretor. Voltando pra casa e passando pela Rua João Alfredo, me deparei com as "novas" luminárias (veja foto) que começaram a ser instaladas na última semana. Imediatamente, fiz a relação com o falso-falso do Furtado, somado ao livro Autenticidade, de Gilmore e Pine II (2008), que cito no blog desde o seu lançamento, pra compreender os paradoxos da autenticidade e constato que: "cair na real" (gíria antiga!) é hoje celebrar a inautenticidade de maneira ousada, mesmo que se revele e reconheça o real; o faux é moeda corrente, dando ao falso-falso a chance de se tornar falso-reImagens: Mulher de branco, Picasso (1923). The Metropolitan Museum of Art. E luminárias da João Alfredo, foto de Ana E. Iwancow (2010).
Um comentário:
A melhor parte desse conceito de real/falso e falso/real é a sua subjetividade, o que dá liberdade para que cada um manifeste as suas próprias percepções. Querer parecer velho gera essa sensação de falso/falso. Já um tênis Adidas retrô ou as camisetas vintage da dupla Gre-Nal, por exemplo, podem trazer à tona a aura de um tempo que eu nunca vivi. Para mim, essa sensação será real, pois é a minha referência sobre essa época. Dessa forma, um produto ou ambiente assumidamente retrô será um falso/real, pois o simples fato de se assumir como retrô lhe dará autenticidade. Já uma roupa de brechó que "queira" parecer vintage, pelo contrário, será um real/falso... Mas quanto às luminárias novas da cidade...só indo lá conferir a sensação que me causará, se será a de estar na POA de 1950 ou num cenário barato de filme antigo.
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